“Na verdade não há lado negro da lua, de fato, ela é toda negra!”

Numa tarde dessas de domingo estava na casa de um grande amigo quando pegamos um desses dvds que compilam clipes de várias épocas e ficamos maravilhados com o show de um dos grupos mais renomados de todos os tempos: o Pink Floyd. Uma banda que mora no coração de crianças, jovens e experientes amantes da música por produzir um rock harmônico e progressivo de altíssima qualidade. Enquanto outros grupos da mesma vertente não conseguem atingir um público tão grande, o PF arrigementa batalhões de admiradores em todo mundo atingindo todas as classes sociais. Não é atoa que já foram vendidos 300 milhões de cópias de seus álbuns. The Dark Side of the Moon manteve-se no Top 100 Billboard de vendas durante mais de uma década e continua a ser um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos.

O mais admirável são suas conquistas e histórias cheias de dados até folclóricos que habitam a cabeça de muitos fãs como eu.  Na parte comercial basta lembrar tres fatos: David Gilmour é dono da primeira Stratocaster. O Pink Floyd gravou um tema para um programa da BBC com motivo da chegada do homem à Lua em julho de 1969. David Gilmour fez um contrato em 1994 com a companhia Volkswagen Alemã para promover o tour europeu da banda com o álbum "The Division Bell". Prova disso é a edição limitada do modelo Golf da Volkswagen conhecido como "Golf Pink Floyd" (apenas mil unidades fabricadas).

No início, a banda era liderada pelo  cantor e compositor Syd Barrett e o grupo produzia rock psicodélico. Mas Barrett foi afastado por seu consumo exagerado de drogas e substitudo pelo guitarrista e cantor David Gilmour. Pra quem não sabe o nome do grupo foi idéia de Syd Barrett e nada mais é que a união dos nomes de dois músicos de blues da Georgia (Pink Anderson e Floyd Council).

A partir daí, o baixista e vocalista Roger Waters assumiu a liderança e tornou-se o principal compositor do Pink Floyd. Esta fase foi marcada pela produção dos melhores álbuns da banda como The Dark Side of the Moon (1973), Wish You Were Here (1975), Animals (1977) e The Wall (1979). Uma curiosidade do “The Wall” foi que os meninos que cantam em "Another Brick In The Wall – Part II" eram estudantes de uma escola vizinha ao estúdio de gravação, e que cada um deles recebeu uma cópia do disco como pagamento por sua colaboração.

A frase ao final da obra eterna e definitiva do álbum "Dark Side of the Moon": "There in no dark side of the moon really, in fact, it’s all dark!" ("Na verdade não há lado negro da lua, de fato, ela é toda negra!") foi dita por um porteiro dos estúdios Abbey Road quando ali chegaram para gravar… Eles souberam extrair o melhor de todos!!!

Para terminar quando o álbum é tocado simultaneamente com o filme de 1939 The Wizard of Oz (O Mágico de Oz, no Brasil ) observamos fatos interessantes:

:: Quando Dorothy está na fazenda e ela olha para o alto, no audio surge barulho de avião.

:: O som da caixa registradora no princípio de “Money” (dinheiro) aparece exatamente quando Dorothy pisa pela primeira vez a estrada dos tijolos amarelos; que é também o momento em que o filme passa de preto e branco para cores. Outra referência é a aparição da fada dourada;

:: No momento em que a bruxa do Oeste aparece, é tocada a palavra "black" (preto);

:: A cena em que Dorothy encontra o espantalho (personagem que alegava não ter cérebro) é acompanhada pela música "Brain Damage" (dano cerebral), e quando a letra da música começa a tocar: "the lunatic is in my head…" (o lunático está na minha cabeça), o espantalho inicia a dançar freneticamente como um lunático;

:: O bater de coração no fim do álbum ocorre quando Dorothy tenta ouvir o coração do homem de lata;

:: No momento em que a bruxa do oeste lança uma bola de fogo contra Dorothy e seus companheiros, a música grita "run!" (corra);

:: No momento que Dorothy encontra Oz, entra a música "Us and Them", soando Us como Oz bem quando aparece a primeira imagem de Oz;

:: Várias frases das letras contidas nas músicas coincidem com os mesmos atos sendo executados pelos atores no mesmo momento;

:: A duração da maioria das músicas coincide precisamente com a duração das cenas no filme.

A banda insiste que isso é pura coincidência. A arte verdadeira é feita de enormes coincidências, não é mesmo???

Eduardo de Souza é jornalista, cantor, compositor e mestre em encontrar pistas secretas em filmes e discos.

 

 

 

 


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