Empresários do setor funerário se reúnem em Natal

Se alguém lhe disser que empresários do setor funerário vão se encontrar para falar de negócios, o que vem em mente?

Um ambiente pesado, carregado de palavras formais, todos vestidos de preto e uma música triste de fundo? Então, apague esta idéia porque o 13º Encontro Nacional de Cemitérios e Crematórios vai acontecer em Natal, no nordeste brasileiro, local de lindas praias.

O setor não tem do que reclamar, movimentando R$ 7 bilhões ao ano e caminhando a passos largos para uma maior profissionalização, os empresários vão discutir temas como paisagismo no cemitério e a expansão geográfica dos grupos. “Há 10 anos, o empresário atuava no bairro ou numa cidade, hoje, há organizações com atuação em até três estados”, explica Ercy Soares.

Este é um mercado que não chama a atenção, exceto quando tomamos contato com ele, um enterro decente vai muito além do caixão, hoje chamado de urna, e do túmulo, envolve recepcionistas, floristas, maquiadores e muitas outras novidades. É quase um espetáculo, pena que o ator principal não receba aplausos.

Ainda me lembro de quando garoto acompanhar meus pais em alguns velórios, naquele tempo o defunto ficava na cama ou até em cima da mesa com todos rezando a ladainha em volta, tradição que perdura em muitas cidades do interior do Brasil, mas que para os mais jovens pode parecer surreal.

Quando comecei minha carreira de jornalista, fiz uma reportagem com o tema: Quanto custa morrer. Confesso que fiquei desolado, pois, descobri que não é nada barato a aventura de conhecer São Pedro…

Mas para os empresários do setor, a perspectiva de negócios é muito boa, afinal para morrer basta estar vivo, não é?


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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.