Olímpiada Solidária de Estudo: contagem regressiva

A partir de 5 de novembro mais de 300 salas de estudo e bibliotecas divididas em 15 países da Europa, África e América, fazem parte da VII Olimpíada Solidária de Estudo que no Brasil espera contar com mais de 3 mil alunos.
Imagine que para cada hora de estudo de um aluno voluntário dentro de uma biblioteca credenciada, é gerado 1 real de verba para apoiar um projeto social predeterminado. Pois é exatamente essa a proposta da VII Olimpíada Solidária de Estudo, um projeto mundial, que acontece simultaneamente em 15 países da Europa, África e América, de 5 de novembro a 5 de dezembro.

O Brasil participa pelo segundo ano consecutivo do projeto e todo o recurso arrecadado aqui será destinado ao Projeto Jurujuba, realizado na comunidade de pescadores de Jurujuba, em Niterói, Rio de Janeiro, que atende diretamente 100 crianças em situação de risco. Na outra ponta, ao envolver os alunos, a Olimpíada reforça o senso de voluntariado, incentiva os estudos e ajuda a reduzir a evasão escolar.

O projeto se apóia em um estudo realizado pelo INJUVE, Instituto Espanhol da Juventude, em que se constatou que mais de 65% dos jovens espanhóis valorizavam positivamente o compromisso no âmbito social e em particular o compromisso em favor da defesa dos direitos humanos, da luta contra as desigualdades e as injustiças sociais. Entretanto, somente 3,9% destes jovens da Espanha são voluntários de alguma associação que ajuda a população, seja em nível local, nacional ou internacional, e somente 1,8% está comprometido com uma associação de defesa dos direitos humanos.

No Brasil, o percentual estimado é de que 7% dos jovens participam de alguma ação voluntária, número superior ao da Espanha, mas muito abaixo dos Estados Unidos, onde 65% dos jovens são voluntários e atuam de alguma forma solidária.

“O objetivo é despertar nos jovens o interesse pelo voluntariado, oferecendo um projeto que eles podem ajudar com seu próprio recurso intelectual: o estudo. Com a Olimpíada Solidária os jovens percebem que podem agir para mudar situações de desigualdade e pobreza, permitindo que outras pessoas tenham também acesso à educação”, explica Andrea Gomides, diretora da Ekloos, ONG responsável pela Olimpíada no Brasil.

Segundo Andrea, já estão confirmadas no Brasil 17 salas de estudo nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói, Curitiba, São José dos Campos, Campinas, Ribeirão Preto e Belo Horizonte. Universidades de porte como Unicamp, USP, UFF, IBMEC, IESB e a Biblioteca da Academia Brasileira de Letras também aderiram ao projeto, que espera contar com 3 mil jovens brasileiros e 10 mil horas de estudo geradas.

Mundialmente, as seis edições anteriores da Olimpíada já acumularam mais de 700 mil horas de estudo graças a mais de 63 mil jovens que participaram. Nesta VII edição, se espera conseguir mais de 300 mil horas de estudo com 25 mil estudantes entre os 15 países que participam: Brasil, Espanha, Alemanha, Costa do Marfim, Eslováquia, Itália, Letônia, Lituânia, Suécia, Burundi, Republica Checa, Inglaterra, Eslovênia, Kenia e Bélgica.

No Brasil a iniciativa conta com o patrocínio das empresas Punto, Redutor Tempo e Sisgen, e é apoiada pelo PNLL (Plano Nacional do Livro e Leitura) e Sing Comunicação de Resultados

A organização é das ONGs Ekloos, da Coopera, Cooperation Internacional e ACTEC. Mais informações: http://www.olimpiadasolidaria.com/

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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.