Enfim Governo vai apoiar inovação nas empresas

O governo vai montar um grupo executivo para melhorar os instrumentos de apoio à inovação e, com isso, ajudar as empresas privadas a aumentar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento. A informação foi dada na sexta (23/out) pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, e pelo secretário-executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antônio Elias, em Brasília, após reunião de empresários com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O grupo executivo será ligado aos ministérios envolvidos com a inovação e também às associações empresariais que representam os diversos setores industriais. A meta é dobrar, em quatro anos, o número de empresas que investem em inovação no Brasil. Hoje são cerca de 30 mil empresas.

Industriais e governo concordaram no objetivo de inserir na agenda da inovação outras 30 mil empresas, de todos os portes, até o final de 2013.

“O presidente Lula valorizou a iniciativa do setor empresarial, que tem uma responsabilidade muito grande na agenda da inovação. Mas, ao mesmo tempo, todos compreendem que é necessária uma aliança mais estreita entre o governo e o setor privado para impulsionar essa agenda”, afirmou  Monteiro Neto, que liderou uma comitiva de cerca de 30 líderes industriais para a audiência com o presidente Lula. Os empresários entregaram ao presidente um plano de ação para atingir essa meta.

“O governo já tem um conjunto de instrumentos de apoio à inovação. O que temos de fazer é uma ação articulada e transversal para melhorar esses recursos e ter uma gestão mais eficaz”, disse Elias, do MCT. “Outra coisa que o governo pode fazer é usar seu poder de compra para incentivar a inovação”, acrescentou o secretário-executivo.

Os empresários reconhecem que há muito que fazer para disseminar a cultura inovadora em todo o tecido empresarial. “O que há hoje é que as pequenas e médias empresas não estão realmente engajadas nesse processo. A Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) pretende engajar as empresas e adequar os instrumentos, no que o papel do governo é fundamental”, avaliou Monteiro Neto.

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