Continuamos na ilha: Lost Forever

Hoje gostaria de compartilhar uma experiência incrível que tive no último final de semana. Levei meu filho ao seu primeiro show de rock, mais precisamente da banda Titãs. O sentimento de estar com alguém nos ombros feliz e fascinado com aquele som alto, luzes, os braços levantados e toda a energia que emana quando estamos curtindo esse som que é maravilhoso. Rock pra sempre e sempre presente em nossas vidas.

Como todo pai babão me emocionou quando senti pulsar nas veias o riff simples da canção “Sonífera ilha” e toda a vibração do público. Olhei pra cima do meu ombro e vi meu filho curtindo a mesma canção que ouvia quando era da sua idade.

Gente… e não é que os Titãs do Iê Iê Iê envelheceram mas continuam com a corda toda. A maioria dos integrantes da banda se conheceu no Colégio Equipe, em São Paulo, no final da década de 1970 e, a partir de uma apresentação em 1981, passaram a fazer vários shows sempre performáticos. A primeira formação contava com nove integrantes — Arnaldo Antunes, Branco Mello, Marcelo Fromer, Nando Reis, Paulo Miklos, Sérgio Britto, Tony Belloto, Ciro Pessoa e André Jung. Além da quantidade exagerada de vocalistas no palco (seis ao todo), a banda, chamava a atenção por seu visual extravagante, que incluía penteados estranhos, maquiagens, ternos e gravatas de bolinhas. Em 1984, sem Ciro Pessoa, a banda assinou contrato com a WEA para gravação do primeiro álbum com o hit “Sonífera Ilha”.

Voltando ao show, eles botaram fogo na platéia e não aliviaram pra ninguém. Gritaram contra a polícia, contra políticos e tudo mais. Depois fizeram os casais apaixonados se agarrarem com a canção “Porque eu sei que é amor”.

E lá estava eu e meu filho…um pouco com medo da chuva que se anunciava… Ansiosos com a proximidade com pessoas desconhecidas e tão próximas quando cantavam e dançavam juntas. E lá estava eu e meu filho…como dois garotos perdidos na selva , dois índios destruindo suas neuras numa grande dança em volta do fogo e vivendo o presente que é o mais importante e cantamos: “Devia ter amado mais…Ter chorado mais…Ter visto o sol nascer…Devia ter arriscado mais…Até errado mais…Ter feito o que eu queria fazer…Queria ter aceitado as pessoas como elas são…Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração”.

A vida é a experiência da música , às vezes ela acalma e outra hora agita, nunca foge de nós, sempre nos persegue e quer sempre ser eterna. Somos pais, filhos e irmãos que gostariam de viver mais essa experiência musical que sempre culmina numa atividade de amizade e amor.

“Eu sei que é pra sempre
Enquanto durar
E eu peço somente
O que eu puder dar”.

Eduardo de Souza é jornalista, cantor, compositor e realmente vibrou muito ao levar o pequeno Gabriel ao show, e, eu fui testemunha.


Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.