Comércio eletrônico prevê fechar 2009 com um faturamento de R$ 10,5 bi

A Associação Comercial de São Paulo apresentou, por meio de palestras, os números e tendências que fazem do e-commerce um grande impulsionador de negócios, inclusive entre as PMEs. “O Brasil apresenta 11,5 milhões de compradores on-line, com um tíquete médio de R$ 323 por compra. Para o Natal, a tendência é que a média chegue a R$ 346”, apontou Sandra Turchi, superintendente de Marketing da ACSP.
O comércio eletrônico prevê fechar 2009 com um faturamento de R$ 10,5 bi e 4 milhões de novos e-consumidores. “A facilidade da classe C em obter cartões de crédito e parcelar suas compras, nos últimos anos, tornou-se um elemento importante para o comércio digital”, ressaltou Sandra, acrescentando que, no e-commerce, os prazos de pagamento são mais longos do que em lojas físicas.
Especificamente sobre as PMEs, Sandra ressaltou que, enquanto 90% das grandes empresas utilizam internet, essa porcentagem cai para 71% no setor. “É fundamental que as PMEs explorem o universo digital. Atualmente, 80% da renda obtida em e-commerce pertencem às grandes empresas do setor. Temos que ampliar sua participação, de 20% a até 30% em 2010”.
Como exemplos, foram mostrados estabelecimentos como bancas de jornal, floriculturas, sapatarias e até chaveiros que atualmente ampliaram seus negócios para o espaço digital. Dentro desse contexto, também foi ressaltado que o serviço de e-commerce não é necessariamente um substituto da venda física. Inúmeros estabelecimentos fazem dessa ferramenta uma extensão do comércio em lojas e, até mesmo, uma fonte de consultas de preços e produtos.
O comércio eletrônico apresenta inúmeras vantagens e oportunidades, como significativa redução de custos comparando às lojas físicas, além de estar disponível 24 horas e em qualquer lugar do mundo. Entretanto, há pontos a serem revistos para que os consumidores sintam-se mais à vontade para efetuar compras on-line. Entre eles, a confiança nos serviços financeiros de pagamento, além da segurança e cumprimento de prazos nas entregas.
A possibilidade de comercializações via internet já é considerado um diferencial de empresas entre seus concorrentes. Entretanto, isso não basta: é necessário inovar dentro do leque de opções, especialmente, as ferramentas disponíveis no website. Isso inclui disponibilidade de catálogos, listagens, suporte técnico, além das redes sociais – a tão comentada web 2.0. Esses fatores são considerados primordiais para a presença digital, pois seguem uma das principais premissas dos executivos da área, de que “a melhor maneira de encontrar seu cliente é ser encontrado por ele”.
Sandra Turchi destacou a importância dos seminários de e-commerce, promovidos pela ACSP em suas distritais paulistanas, para impulsionar negócios na área. “As PMEs apresentam grandes potenciais para expansão de seus negócios por meio do comércio eletrônico. Cabe ao pequeno empresário saber identificar e explorar as grandes e inúmeras oportunidades disponibilizadas nesse universo”, finalizou.

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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.