Exemplo de como o RH pode combater a crise

Como as empresas podem enfrentar a crise econômica com sucesso? Para Leni Hidalgo Nunes, gerente geral de desenvolvimento corporativo da Votorantim Industrial, a área de gestão e desenvolvimento de pessoas tem um papel importante nesta questão:
“As crises exigem respostas rápidas, que não podem ser adiadas sob pena de fragilização do negócio. Embora a liderança da empresa até consiga visualizar o que precisa ser feito, a mudança de atitude e práticas deve envolver toda a empresa, o que exige uma mobilização da área de gestão e desenvolvimento de pessoas, que precisa atuar em estreita parceria com as áreas de negócios”, explica.
Nunes, que coordena as atividades da Academia de Excelência da Votorantim, fará a palestra “Como saber para onde vamos: os instrumentos de planejamento estratégico em RH” no Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas – CONARH -, no dia 20 de agosto, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. Ela acredita que uma situação de crise, que traz riscos para o negócio, precisa ser identificada com rapidez:
“Mas, além disso, é preciso agir no sentido de preparar melhor a organização para o que virá. No momento em que a liderança da empresa determina como a empresa irá enfrentar a crise, a área de gestão e desenvolvimento de pessoas precisa agir, preparando as lideranças e as equipes para o novo desafio”, explica.
Segundo Nunes, um modelo de gestão diferenciado é aquele que faz do processo de formação e educação corporativa uma área central na organização, estruturando as atividades de conhecimento que precisarão ser desenvolvidas para preparar o time para um novo tempo:
“Uma universidade corporativa, por exemplo, que escute os líderes dos diversos segmentos da empresa e seja flexível o suficiente para reorientar as atividades de formação e treinamento necessárias, vai fazer a diferença no sentido de endereçar de forma mais adequada o apoio à situação de crise. Mas essa academia não deve ser apenas reativa, pelo contrário: cabe a ela sinalizar aos líderes os avanços, as dificuldades e novas oportunidades que visualizar ao longo da interação com as áreas de negócios dentro dos programas de formação”, explica.
Segundo Nunes, o modelo de gestão de pessoas da Votorantim, que tem como âncora uma Academia Corporativa com três núcleos técnicos e um de liderança, tem como principal característica integrar as diferentes organizações do Grupo. Fundada em 2006, a Academia de Excelência da Votorantim reagiu com bastante rapidez à crise que impactou as empresas exportadoras de commodities, promovendo novos projetos de educação e formação que pudessem servir ao novo momento vivido pela companhia:
“Com isso, procuramos reduzir impactos negativos sobre as atividades da empresa, levando as pessoas a entenderem melhor e reagir mais rapidamente à nova situação”, assinala.
Em 2008, a Academia de Excelência Votorantim contou com 3,5 mil participações de empregados, totalizando 90 mil horas de cursos. Para 2009, o Grupo planeja ampliar em 13% as participações de empregados.

Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.