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Bioproduto de amplo uso industrial
Após vencer o Prêmio Santander de Empreendedorismo, em 2006, o engenheiro químico Márcio de Andrade Batista montou a Xantax Brasil, uma empresa de pesquisa e desenvolvimento de bioprodutos, entre eles, a goma xantana, espessante produzido a partir de fontes de carbono renovável como a cana-de-açúcar. O produto tem como função controlar a viscosidade de sucos, por exemplo, além de melhorar a textura e preservar aromas dos alimentos. Passou a ser utilizado em diversos segmentos da indústria, de cosméticos a lubrificantes de brocas para perfuração de minas de petróleo.
“O Prêmio foi importante para concluir a pesquisa, melhorar a estrutura da empresa de base tecnológica, que agora tem fins lucrativos, e prospectar clientes”, relata Andrade. Vencedor na categoria Indústria, o engenheiro adquiriu equipamentos e contratou uma consultoria para fazer pesquisas de mercado e detectar possíveis consumidores do espessante. A Xantax Brasil está instalada no núcleo de empresas incubadas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
Recentemente, Batista recebeu mais um incentivo para o desenvolvimento do seu negócio. Sua empresa foi aprovada na primeira fase do programa PRIME da fundação Biominas, que prevê um investimento de R$ 120 mil para os empreendedores qualificados. “Nosso maior desafio, no momento, é a captação de recursos para terminamos nossa pesquisa básica e a construção da planta industrial. Também já buscamos novas aplicações para a goma Xantana”, informa.

Inseticida natural
Eduarda Queiroz Silva e sua colega Elaine Xavier Talala, administradoras de empresa formadas pela Universidade de Uberaba (Uniube) e vitoriosas do Prêmio Santander de Empreendedorismo, em 2008, criaram um inseticida elaborado com ingredientes naturais, cujo objetivo principal é agir de forma seletiva, atacando apenas insetos maléficos à natureza e, ao mesmo tempo, preservando o meio ambiente e o ser humano. O produto é destinado especialmente para uso em pequenos cultivos em casa, como hortas.
Hoje, após alguns meses desde o recebimento do Prêmio, as empreendedoras já estruturaram seu negócio, a Bioverde Defensivos Agrícolas, e trabalham no patenteamento do produto e da marca da empresa. Além disso, o projeto também foi aprovado na primeira fase do programa PRIME, da fundação Biominas. “Com o recurso obtido no Prêmio Santander de Empreendedorismo, foi possível dar continuidade ao projeto nascido em uma matéria da universidade. Outro fato importante foi a grande visibilidade que o Prêmio deu ao projeto, abrindo várias oportunidades para montar alianças com investidores”, comemora.

Prêmio Santander de Empreendedorismo
O Prêmio Santander de Empreendedorismo é destinado a graduandos e pós-graduandos que desenvolverem o melhor plano de negócios, com prêmios de R$ 50 mil para o vencedor de cada uma das quatro categorias: Indústria, Cultura e Educação, Tecnologia da Informação e Comunicação, e Biotecnologia.
Todos os planos que concorrerem ao Prêmio Empreendedorismo serão avaliados pelos objetivos gerais e específicos, viabilidade financeira e de infra-estrutura, valor criado para organização brasileira, indicadores dos resultados esperados (quantitativos e qualitativos), caráter inovador, potencial para a geração de riqueza, e análise de impactos social e ambiental. A seleção e validação dos projetos estão sob a responsabilidade do professor e consultor Fernando Dolabela e do professor Afonso Cozzi, do Núcleo de Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral.

Prêmio Santander de Ciência e Inovação
O Prêmio de Ciência e Inovação contempla pesquisadores-doutores que produzirem as melhores pesquisas científicas de caráter inovador, nas categorias: Indústria, Tecnologia da Informação e Comunicação, Biotecnologia, e Saúde. O vencedor de cada categoria receberá R$ 50 mil.
Para a definição dos projetos finalistas do Prêmio Ciência e Inovação serão considerados os objetivos gerais e específicos, viabilidade financeira e de infra-estrutura, valor criado para a sociedade brasileira, indicadores dos resultados esperados (quantitativos e qualitativos), caráter inovador, potencial para a geração de riqueza, análise de impactos social e ambiental, e eventual parceria firmada com uma organização brasileira para a implementação do projeto.
A avaliação e o julgamento dos projetos serão realizados por uma comissão de pesquisadores vinculados a instituições científicas, sob a coordenação do professor e pesquisador Adolpho Melfi, vice-presidente regional da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

Informações
www.universia.com.br/premiosantander


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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.