Comércio varejista terá código de conduta

Empresários serão orientados sobre questões ecologicamente corretas, socialmente justas e economicamente lucrativas
O setor de comércio terá código de conduta que irá nortear o desenvolvimento de ações para um varejo responsável. A iniciativa é do Centro de Desenvolvimento do Varejo Responsável da Fundação Dom Cabral em parceria com o SEBRAE-MG e empresas privadas. Micro e pequenas empresas também estão incluídas nas normas que preveem novas formas sustentáveis de produzir, comercializar e consumir.
No código estarão sugestões de como as empresas do setor deverão agir em relação ao cliente, ao marketing, ao meio ambiente, aos funcionários, aos concorrentes, aos fornecedores e à sociedade. A publicação pretende orientar sobre o novo modelo de gestão do varejo que estimule a responsabilidade socioambiental, as relações comerciais e o comprometimento com a sustentabilidade.
Entre as orientações estão a divulgação de informações claras e verdadeiras sobre os produtos, redução da quantidade de embalagens, investimento no aprendizado profissional dos funcionários, remuneração justa e local de trabalho seguro, prática de concorrência leal, diminuição do uso de energia e a exclusão de parceiros que não cumprem a legislação trabalhista.
O documento está sendo elaborado a partir de pesquisas feitas com empresas nacionais e internacionais. Entre as razões apontadas para o cumprimento das normas estão a conscientização dos consumidores sob aspectos ambientais, aumento das exigências da sociedade, escassez de recursos naturais, ampliação da concorrência e pressão da mídia.
As medidas serão facultativas e poderão ser adotadas em empresas de qualquer porte. O código deverá ser finalizado no segundo semestre deste ano.
Parceria
O SEBRAE-MG está participando da elaboração do código, o objetivo é propagar aos empresários de micro e pequenas empresas participantes de seus projetos de comercio, boas práticas de vendas sem deixar de lado o lucro. “Os consumidores estão cada vez mais conscientes sobre questões sociais e ambientais. Desenvolver ações sustentáveis é essencial para quem quer continuar no mercado”, explica a analista da Unidade de Comércio, Serviços e Artesanato do SEBRAE-MG, Vera Helena.

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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.