Cinco dicas para evitar furtos em pequenas lojas

Nos últimos anos, o varejo promoveu grandes mudanças no formato de suas lojas e busca se adequar aos novos hábitos e comportamentos dos consumidores. Predominantes por décadas, hipermercados, lojas de departamento e lojas de bairro dividem cada vez mais espaço com “megastores”, lojas de conveniência, “expressas”, “de vizinhança”, “conceito”, “flagships” etc. A mais recente tendência nos grandes centros urbanos são as “minilojas”. De supermercados a livrarias, elas estão localizadas estrategicamente em centros comerciais e pontos de grande circulação e seu objetivo é estar próximas dos consumidores em qualquer situação.
É claro que estas lojas não são apenas versões em miniatura de suas irmãs maiores. Ao contrário. Quanto menor a loja, maior o desafio de arquitetos e varejistas para oferecer conforto e mix de produtos adequado. Porém, a prevenção de perdas e furtos, fator essencial para a melhoria da lucratividade, vem sendo negligenciado, da mesma forma que ocorre com outros formatos de loja.
Os projetos geralmente levam em conta apenas a estética e forma de exposição dos produtos, deixando de lado aspectos importantes em relação à prevenção de furtos, por exemplo, evitar áreas mal iluminadas, prever a instalação de equipamentos antifurto já na planta (evitando transtornos de remover gôndolas e pisos para passagem de cabos).
“A tendência de se construir lojas menores, mais compactas e com menor número de itens pode levar à conclusão distorcida de que haverá menor perda, o que é absolutamente incorreto”, ressalta Luiz Fernando Sambugaro, diretor da Gateway Security, empresa especializada em segurança e proteção de mercadorias para o varejo. “O perfil destas lojas é trabalhar com pequena oferta de produtos de maior valor ou interesse comercial, na região onde está instalada, tornando-se alvo de pessoas mal-intencionadas. Os varejistas têm consciência do problema, mas infelizmente só tomam uma atitude depois da casa arrombada.”
De acordo com Sambugaro, ações conjuntas, como a integração de soluções arquitetônicas e de segurança podem reduzir em até 80% os furtos no varejo. “No planejamento, os arquitetos também devem considerar os riscos eminentes de furto e roubo, como a presença de colunas, mobiliário ou iluminação inadequados, que bloqueiam a visão dos produtos pelo lojista, e criam cantos mortos e escuros, com sombras de iluminação”, explica. “É importante que, ao desenvolver o projeto, também se estudem os problemas mais comuns de furtos e perdas enfrentados pela empresa.”
Seguem cinco orientações básicas relacionadas à prevenção de perdas que devem ser consideradas no projeto de uma loja.
1) Trabalhar em parceria com profissionais de prevenção de perdas, assim como fornecedores de equipamentos antifurto e de segurança, para que se possa antever os problemas e estudar as soluções com a loja ainda no projeto;
2) Evitar colunas e colocar gôndolas baixas é uma solução simples, barata, e oferece maior visibilidade ao lojista do que está acontecendo no fundo do estabelecimento. Quando tratar-se de imóvel já pronto, onde essas possibilidades são reduzidas, maior será a preocupação com a prevenção de perdas dos itens;
3) Os itens voltados para a prevenção de perdas não devem interferir e sim se harmonizar com o layout da loja;
4) Contemplar todo projeto com previsão de infra-estrutura, tanto para antenas como para CFTV;
5) A entrada da loja deve ser dimensionada para contemplar os aspectos de marketing e conceituais da loja sem perder de vista os aspectos econômicos que envolvem a instalação das antenas e seu visual. Pois quanto maior a entrada, mais equipamentos serão necessários.

Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.