Cacau Show: meta é ser maior do mundo com mil lojas

Na Páscoa de 1988, Alexandre Tadeu da Costa, na época com apenas 17 anos, decidiu ganhar um dinheiro extra revendendo chocolates. Após conseguir uma encomenda de 2 mil ovos de 50 gramas, se surpreendeu com a notícia de que a fábrica que iria fornecê-los não produzia ovos com aquele peso.
Para honrar o compromisso assumido, Alexandre comprou a matéria-prima e contratou uma senhora que produzia chocolates caseiros. Após alguns dias de trabalho árduo, o pedido foi entregue. O empreendedor lucrou cerca de US$ 500. O montante foi utilizado como capital inicial da Cacau Show, que, inicialmente, funcionava em uma sala da companhia de seu pai. Em 2001, a primeira loja da marca foi inaugurada.
O crescimento foi rápido. No ano seguinte, os pontos-de-venda já somavam 18. Em pouco tempo, eram 130. Depois, 230. Em 2008, a Cacau Show ultrapassou a norte-americana Rocky Mountain e se tornou a maior rede de lojas de chocolates finos do mundo. Atualmente, são mais de 696 franquias com contrato assinado, das quais 674 já estão em funcionamento. Mas o empreendedor almeja alçar voos maiores. Sua meta é chegar a 2010 com mil lojas no Brasil.
O diretor operacional da Cacau Show, Sérgio Luiz Butuem, diz que o sucesso da empresa se deve a uma série de fatores, mas um deles é incontestável: o foco em um nicho de mercado promissor, que cresce na esteira do desenvolvimento do País. “Não existia nenhuma loja de chocolates que trabalhava o público de classe média. Até então, as empresas do setor focavam apenas nas classes A e AA, de forma que os consumidores das classes B e C careciam de produtos com maior valor agregado. Principalmente fora da capital São Paulo, havia um grande público que não era atingido”, explica.
Segundo ele, a melhora na renda da população favoreceu o acesso a produtos diferenciados. A estratégia da Cacau Show parece ser a mais acertada, já que o ambiente econômico permitiu que a classe C aumentasse de 63 milhões para 86 milhões de pessoas, entre 2005 e 2007, somando mais de 20 milhões de brasileiros à faixa intermediária. O dado integra um relatório divulgado no ano passado pela Tendências Consultoria.”Por meio de qualidade e preço, conseguimos atingir uma camada da população com condições de dar volume e sustentação ao negócio. É muito difícil crescer quando somente se vende para a classe A”.
De acordo com Butuem, o crescimento exponencial da empresa se deve ainda à abertura de lojas em capitais do País e pontos onde havia pouca concorrência. Ele admite que a empresa planeja, futuramente, operar no mercado internacional, por meio do franchising, a começar pela América Latina. Mas, antes disso, quer estar presente nos mais diversos municípios brasileiros. “Fizemos um mapeamento, para medir a capacidade de consumo da população de cada um dos municípios”, conta.
Não se deve desconsiderar um terceiro e não menos importante fator para o crescimento da empresa: o chocolate. “Desde 2000, fabricamos nosso próprio chocolate. Encontramos uma fórmula muito direcionada ao paladar do brasileiro, que prefere o chocolate com um pouco mais de açúcar e menor teor de gordura”, explica.” O chocolate refinado, com recheio diferente, à base de trufa, caiu no gosto do consumidor”, acrescenta. Por falar em trufa, de acordo com o diretor, o produto é uma referência da Cacau Show entre seus clientes fiéis.

Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.

Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.