Arábia Saudita quer fechar negócios com brasileiros

Mulher não fecha negócio na Arábia Saudita. Se for solteira, não consegue visto para o país. As casadas têm uma chance remota. Se depois de tudo isso, uma executiva ou empresária quiser conhecer de perto as crescentes oportunidades de negócio desse país árabe, terá que contentar-se com breves intervalos reservados para as famílias. Seja para andar no shopping – onde os homens se retiram para que as mulheres possam passar exatas duas horas lá dentro – seja para conhecer uma feira de negócios.
É esse país, fechado e conservador, que quer abrir as suas portas para o mundo. Principalmente na área de construção civil: a Arábia Saudita quer atrair fornecedores de materiais de construção e construtoras brasileiras.
Com um PIB de US$ 345 bilhões e população de 25,5 milhões de pessoas, o país tem planos de expansão: o governo pretende construir 2,9 milhões de casas até 2015, estão construindo seis ‘economic cities’ – cidades com toda infraestrutura no meio do deserto -além de prédios comerciais de grande porte. Os números são espantosos: em 2008, o país gastou US$ 32,5 bilhões na construção de escolas e universidades, US$ 13,9 bilhões na construção de 108 hospitais e US$ 5 bilhões em rodovias.
Atualmente, a Europa e a Ásia são os grandes exportadores de materiais para a região, mas a ideia é ampliar esse universo. Em outubro, haverá uma feira em Riyad e o Brasil participará ao lado de países como Itália, França e China – que ocupa o maior espaço entre todos.
Os países árabes têm pouca representatividade nas exportações de materiais de construção. Juntos, representam apenas o 21 º destino das vendas externas brasileiras de construção. ‘Esse é o maior boom do setor de construção do país nas duas últimas décadas’, diz Fadi Kaddoura, vice-presidente da Riyadh Exhibitions Company, que organiza a feira. Uma das empresas que vai à feira é a Sudati, que fatura US$ 150 milhões por ano e exporta mais de 90% da produção de compensado de madeira. ‘Vendemos para Dubai, Turquia, Paquistão e Irã, mas a Arábia Saudita é o que mais cresce na região’, diz Erik Seguinot, diretor de vendas.
Serviço
No site da Câmara de Comércio Árabe Brasileira você encontra dados de consumo, potencial econômico e a agenda dos eventos importantes. Uma dica é conhecer profundamente os hábitos e costumes deste povo que tem muito a partilhar com os brasileiros.

Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.