A morte e a vida do eterno Peter Pan: Michael Jackson

Bom, se a revista Rolling Stones (nacional) dedicou mais de 20 páginas ao Rei do Pop porque não escrever sobre Michael Jackson nesse blog que caminha a passos largos? De qualquer forma, acredito que muitos gostariam de ser um mosquitinho para ver o show funeral que reuniu celebridades e familiares do ídolo naquele estádio em Los Angeles lotado com 17 mil pessoas. Agora, o mais incrível é o que vem acontecendo no mundo com a venda absurda e ressurgimento das músicas do artista. Crianças pedem aos pais para comprar o cd do eterno “Peter Pan da música”. (-Pai como esse cara canta legal e sua dança é tudo… -Filho, se eu dissesse que foi ele quem criou essa forma da cantar e dançar você não acreditaria?!). É verdade, podemos dizer que antes dele a música era dividida em canções para brancos e canções para negros. Ele universalizou a música.
É lógico, que nos emocionamos com sua filha Paris Jackson, mas as apresentações dos cantores Lionel Richie (que compôs com Michael We Are The World), e Stevie Wonder, foram para arrepiar qualquer amante do soul. Falando em soul, Berry Gordy Jr., fundador da gravadora Motown, contou a trajetória do cantor e afirmou: “Quanto mais eu penso e falo dele, sinto que chamá-lo de Rei do Pop é pouco. Ele é simplesmente o maior showman que já viveu na face da Terra”.
Agora, não podemos deixar de ressaltar as questões voltadas para a necrofilia da arte que abrange artistas como Frank Sinatra, Elvis Presley, Jim Morrison (Doors), Kurt Cobain e John Lennon, entre outros, a busca desenfreada por artigos de morte tem adeptos no mundo todo. As pessoas começam a amar mais e até venerar um artista depois do seu falecimento. Incrível, agora que não podem mais vê-lo ao vivo, em shows, entrevistas e novas canções. “Eu não vou viver sem ele”, disse um fã chorando e se desesperando por Michael.
Se seus maiores ídolos são aqueles que já morreram tente olhar ao seu redor. A música vem da emoção de cultivar o novo também e não só viver do saudosismo. Vamos fazer uma oração por Michael e pedir que ilumine novas cabeças para fazer belas canções como ele deixou.
(Se você foi um daqueles que repetiu os passinhos de thriller tudo bem, eu também dancei nessa)
Eduardo de Souza é Jornalista, cantor, compositor e também chorou ao ouvir a pequena Paris Jackson.
Para matar a saudade:

Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.
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