Documentário fala da relação familiar quando um é presidiário

Mostrar o relacionamento de filhos com seus pais, antes e depois de um período de reclusão em presídios, foi o objetivo dos jornalistas e pesquisadores da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) Celso Mendes Rodrigues, Eduardo Mourão Neto, Fernanda da Silva Cardoso, Giorgiane Assis de Albuquerque, Robson Eduardo Pacheco Rebechi, Rodrigo Marchetti Encinas e Rodrigo Trindade da Silva ao produzirem o documentário Prisioneiros da Realidade.

Fruto de pesquisa de campo do grupo, o vídeo mostra em 30 minutos histórias de vida de filhos que tiveram dificuldade em se relacionar com seus pais durante o período em que estes estiveram presos e relatos de mães presas expondo o que é estar distante dos filhos e vivenciarem o cárcere.
Além dos personagens ouvidos, os jornalistas da USCS buscaram conhecer mais sobre o assunto entrevistando o padre Valdir João Silveira, Coordenador Estadual da Pastoral Carcerária; a psicóloga da penitenciária feminina de Sant´ana, Fernanda Magano e Pedro Ferreira, advogado da Assistência Judiciária da Pastoral Carcerária.
Dimensão do problema – Dados do Sistema Integrado de Informações Penitenciárias (Infopen) mostram que o número de presas em 2007 é duas vezes maior do que no começo da década. Os pesquisadores da USCS verificaram que a população carcerária feminina aumentou mais do que o dobro em comparação com a masculina e que há grande falta de vagas no sistema carcerário para acolher as mulheres. Elas representam 2,7% do total de presidiários em São Paulo, sendo que 54% das presidiárias são solteiras; 26% casadas ou amasiadas; 12% divorciadas e 8% viúvas. Das presas do Estado de São Paulo, 34% não têm filhos e 66% são mães.
O documentário Prisioneiros da Realidade está disponível para consulta na biblioteca do campus 1 da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (av. Goiás, 3.400).

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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.