Da sala de casa para a sede própria com 2.500m

No final de 1996, Diamantino Netto teve que traçar um novo rumo na sua vida. Após muitos anos como executivo de grandes companhias do Brasil, principalmente na área de exportação, ele foi demitido da empresa onde trabalhava, após esta ser comprada por uma multinacional. Aos 45 anos, percebeu que o mercado já não o olhava com tanto interesse. Resolveu partir para a iniciativa própria.

Em fevereiro de 97, Diamantino fundou a Elettromec na sala da própria casa. No começo, fazia tudo sozinho: atendia ao telefone, ia aos bancos, vendia, cobrava e despachava a mercadoria. Era uma empresa de uma pessoa só.

Na época, a oportunidade bateu à sua porta. Um fabricante italiano de coifas procurava por alguém no Brasil para ser seu representante. Diamantino foi indicado pelo distribuidor dessa fábrica na África do Sul que, por coincidência, era seu amigo e ex-cliente dos tempos de executivo. Iniciou-se, assim, uma bem empreitada carreira no segmento de produtos da linha branca.

Após um bom tempo ainda na sala da casa de Diamantino, onde já trabalhava uma secretária também, a empresa partiu para um espaço de 50m² no centro de Campinas, mas permanecia com um armazém alugado. Finalmente, em julho de 2002, partiu para um galpão alugado de 500m², onde armazém e escritório se juntaram.

Desde fevereiro de 2007, a Elettromec tem sua sede própria, construída em um terreno de 4.000m² em um condomínio industrial de Valinhos, na Região Metropolitana de Campinas. Conta, hoje, com 26 funcionários, está presente nas principais lojas de cozinhas planejadas do Brasil, é referência paras os mais conceituados arquitetos e possui dezenas de representantes comerciais espalhados pelo país e está presente em mais de 500 lojas, com uma rede autorizada de assistência técnica com mais de 150 pontos no Brasil.

Nos últimos anos a empresa tem apresentado um crescimento constante, acima dos 20%. “No curto prazo, devemos completar nossa linha de produtos importados, com o objetivo de oferecer todos os eletrodomésticos para a cozinha. No longo prazo, buscamos a liderança no nosso segmento. Inclusive temos planos futuros de produção local”, relata Diamantino Netto.

O primeiro container com coifas levou mais de três meses para ser vendido. Atualmente, a empresa importa mais de 50 containeres por ano, com uma grande variedade de eletrodomésticos além das coifas.

A Elettromec foi uma das primeiras empresas a importar coifas da Itália ao Brasil. Atualmente, está entre as três marcas mais vendidas de coifas importadas para o segmento de cozinhas planejadas. Além disso, ampliou seu leque de produtos e hoje, além das coifas, comercializa fornos, cook tops, micro ondas, ice makers, caves, entre outros, todos com a mesma elegância e design italiano.

Porém, ao longo desses 11 anos a empresa também passou por dificuldades. Um exemplo foram os meses que antecederam as eleições presidenciais de 2002 e os seguintes à vitória do presidente Lula, quando o dólar estava na faixa de R$ 3,00. “Essa taxa prejudicou bastante a comercialização dos produtos”, lembra Diamantino.

Outro negócio da empresa é a exportação de eletrodomésticos para companhias que preferem terceirizar a sua área de exportação. Assim, a empresa mantém um departamento de exportação que atende fábricas como a Clarice, em Santa Catarina (fogões a gás), e a Loren Sid, em Catanduva-SP (ventiladores). No período que a empresa passou por dificuldades na importação, as exportações tiveram seu peso positivo.

Hoje, no entanto, a Elettromec passa por um momento excelente. Prova de que uma pequena empresa pode ir longe e se tornar grande, com anseios cada vez maiores.


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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.