Marco Polo e o trabalho em equipe

Toda vez que o Eu substitui o Nós, é problema na certa. Pode ser entre duas pessoas que desejam construir uma vida juntos ou entre uma equipe que tem a missão de fazer uma empresa, não importa. Quando o escudo do individualismo é erguido as chances de vitória diminuem consideravelmente.
Quando a vontade pessoal prevalece sobre o grupo, comete-se o erro da presunção. Quando o poder de decidir é de um só, comete-se o erro da tirania. Afinal, o mundo é plural, é coletivo, é inclusivo.
Uma história nos conta que durante suas viagens o mercador veneziano, Marco Polo conquistou a amizade do imperador Kublai Khan, neto de Genghis Kahn. Seu império era imenso assim como seu poder e suas batalhas. Numa manhã, bem cedo, antes de mais um ataque para ampliar suas fronteiras, os dois amigos observam o vasto vale. “Até o fim do dia, você terá conquistado tudo o que vemos, Kublai”, diz o observador.
Entre eles e a expansão do território há apenas um grande rio, o único caminho é atravessar uma milenar ponte de pedra. Após ouvir o comentário de Marco Polo, o imperador começa descrever cada uma das rochas que compõem a passagem, aponta as diferenças, os pontos de pressão, detalha a rocha da base e chama a atenção até mesmo para suas cores, ao terminar, olha com sabedoria para o amigo e diz: “cada uma destas pedras tem papel fundamental na existência da ponte. Cada um de meus soldados tem papel fundamental na vitória.”

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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.